ANTIFA CURITIBA APÓIA Março Antifascista

março 6, 2010

Olhamos para trás na história e observamos a ascensão do fascismo entre 1920 e 1930, e freqüentemente nos perguntamos como foi possível que todas pessoas não reconhecessem o perigo e resistissem a isto com todos os meios necessários. Do ponto de vista do presente, não é difícil salientar os momentos nos quais o fascismo poderia ainda ter sido cessado antes que se tornasse muito tarde. Ainda, a difícil tarefa parece ser o reconhecimento das formas de fascismo no presente. Ele vem disfarçado de um discurso moralista que costuma legitimar posturas opressoras de uma falsa democracia; postura essa que criminaliza movimentos sociais, oprime levantes de massas por seus direitos, e tortura mulheres, homens e animais afim de sobrepor sua ideologia de ódio e segregação irracional. Historicamente, o fascismo encontrou um rico chão reprodutivo, não somente porque o capitalismo entrou em uma outra de suas crises inerentes – uma crise similar a que estamos testemunhando nos dias de hoje – mas também porque o fascismo, como uma ideologia totalitária, vislumbrou a possibilidade de ações concretas, como a tomada do poder a partir de propostas de limpeza social para um “melhor futuro. Abordando questões complexas com respostas simples, soluções rápidas e bodes expiatórios. Milhões, cegamente, seguiram líderes autoritários, não somente por causa da estupidez e cegueira das massas, mas também porque eles pensavam que o fascismo era uma visão válida de mudança social, uma mudança social que é condicionada pela exclusão, exploração, dominação e matança de “outros”.

Exemplo disso são os cadáveres deixados por esta onda de intolerância. Como na Curitiba de Carlos Adilson Siqueira, assassinado em 10/03/1996 por grupos skinheads. Motivo? Era negro. Quantos mais Adilsons serão necessários para quebrarmos o silêncio cúmplice da sociedade?

Hoje, em circunstâncias que em alguns aspectos fortemente se assemelham à primeira metade do século 20, devemos entender o fascismo não somente como a ideologia que guia a juventude desorientada, mas, essencialmente, como o produto da violência estrutural do capital e do Estado. Na sociedade que está sendo rasgada pela exploração de classe, onde a minoria está roubando da maioria, é muito desejável à classe capitalista fomentar as novas formas de “xenofobias militantes”. A classe capitalista necessita dos fascistas para poder se manter em posições de poder e domínio. Assim, a massa pobre – os “outros” – injustamente levam a culpa pelas injustiças da classe capitalista, quando na verdade eles sim são os atuais inimigos das pessoas. A consciência das massas é mantida viva pela memória dos milhões que morreram por nada – que morreram por causa das políticas fascistas e nazistas. Portanto, as novas formas de ódio, por exemplo, as novas formas de fascismo, têm colocado um disfarce mais sofisticado, a partir de idéias ultraconservadoras que defendem a repressão cada vez maior em cima de classes mais baixas; a extrema-direita chora em favor da pena de morte, da reestruturação da maioridade penal, da criminalização do aborto e etc. Ainda assim, eles permanecem lobos em pele de cordeiro.

Realmente, os capitalistas e seus servos políticos não estão mais apenas saudando o Führer com sua mão direita. No entanto, continuam aceitando decisões políticas com e na qual eles exploram, dominam e condenam à morte milhões de mulheres, crianças, indígenas, aposentado/as, jovens, trabalhadore/as, estudantes, migrantes e aquele/as que pensam diferentemente, que não se encaixam no estereótipo do homem branco, adulto, heterossexual e rico. Em acordo com tais políticas, os militantes xenófobos nas ruas meramente movem as fronteiras da normalidade e da aceitabilidade de violência sistêmica na sociedade.

Este é o porquê de devermos entender a luta antifascista como uma luta contra fascistas extremos em trajes patrióticos e simultaneamente como a luta contra a violência sistêmica das forças do capital e do Estado. Em tempos de crises, quando os políticos manifestam suas únicas lealdades, a lealdade para o capital, o apela ao fascismo inevitavelmente alarga seu alcance. Algumas medidas reformistas são fumaça e espelhos para as massas e retém a exclusão contínua das pessoas invisíveis, os excluídos. A crise não é uma hora para refletir sobre esta ou aquela reforma trivial, é um momento para mudanças sociais radicais. Uma mudança que resultará numa sociedade em que a solidariedade, o respeito pela dignidade de cada um, a igualdade, a irmandade e o companheirismo reinarão. Uma sociedade que considera inaceitável a intolerância, a exclusão e o ódio.

Décadas atrás, nossos predecessores se levantaram e resistiram à ascensão do fascismo. Hoje, esta tarefa permanece inalterada para nós.  Devemos construir a resistência novamente! Vamos dizer um firme NÃO ao capitalismo! NÃO ao fascismo e SIM à revolução social!

Antifascismo sem a revolta social não tem sentido algum. O preço da liberdade é a eterna vigilância!

PICNIC INTERVENÇÃO DEBATE ANTIFASCISMO.

fevereiro 20, 2010

A proposta do PICNIC INTERVENÇÃO é aglutinar e amarrar indivíduos e coletivos com interessesa afins – baseados na luta social, por emancipação da terra, dos animais, da humanidade e entre tantas outras lutas que permeiam nossas vivências. Portanto em cada encontro levantamos uma diferente questão para discutirmos junt=s, buscando alternativas e soluções de libertação, cada vez mais sincera, das nossas vidas e de tod=s com quem convivemos, vivemos e sobrevivemos.
Picnic porque a idéia é levarmos comida vegana, afim de exemplificar as diversas possibilidades desta dieta, abrindo para degustação livre às pessoas que passarem e se interessarem.
Intervenção porque utilizamos temporariamente espaços públicos que não são voltados para esta atividade, ambientes que agora estão impregnados de stress que costuma acompanhar nossa rotina ditada cada vez mais pela autoridade e opressão do capital, com objetivo de questionarmos de que forma os espaços estão sendo utilizados e de como estamos inseridos nos mesmos. Leia o resto deste post »

[Alemanha] Manifestação antifascista reúne milhares de pessoas em Berlim

agosto 5, 2009

verlimAproximadamente 5.000 pessoas participaram no sábado (18/07), no bairro de Friedrichshain, em Berlim, de uma manifestação antinazista e em repúdio ao ataque brutal que um jovem de 22 anos sofreu por parte de quatro neonazistas no domingo passado, dia 12/07, numa estação ferroviária de S-Bahn de Frankfurter Allee. Os manifestantes, na maioria jovens, cercados por um forte dispositivo policial, exibiam faixas e cartazes antifascistas, simultaneamente eram gritadas palavras de ordem como: “Alerta, alerta, antifascista”, “Fora, fora, neonazistas”, “Ação direta antifascista”, “Nenhuma agressão sem resposta”, entre outros slogans. A passeata passou em frente da discoteca “Jeton”, um ponto de encontro de grupos de extrema direita do bairro, que foi especialmente protegida pela polícia, inclusive com canhões de água. Durante o protesto foram registrados pequenos confrontos entre antifascistas e a polícia alemã. Alguns policiais saíram feridos. Dezenas de pessoas foram presas e postas em liberdade em seguida. O bairro berlinense de Friedrichshain vem sendo palco de um número crescente de atos de violência ligados à cena de extrema direita, integrada por militantes do Partido Nacional Democrático (NPD), neonazistas e skinheads.

 

Galeria de imagens: http://www.flickr.com/photos/maly_krtek/sets/72157621526834641e http://www.flickr.com/photos/pm_cheung/sets/72157621532404981

Vídeo: http://www.morgenpost.de/berlin/article1134339/Tausende_demonstrieren_gegen_Neonazis.html

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Vamos para as ruas!

maio 27, 2009

Boas novas do front

maio 17, 2009

Esta semana tivemos notícias sobre nosso ofício encaminhado ao Ministério Público Federal, em abril.

A Procuradoria encaminhou ofícios pedindo informações à Polícia Federal e à Secretaria de Segurança Pública do Paraná. A PF respondeu que já exitem investigações sobre o tema em andamento na cidade e a SESP ainda não respondeu. O prazo final é dia 28 de maio.

O documento é de acesso público.

Fiquem ligados para mais informações

As três setas

maio 7, 2009

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Um dos símbolos mais reproduzidos pelos antifascistas são as três setas. De origem alemã, as três setas representam originalmente as três lutas do Partido Social Democrata Alemão (Sozialdemokratische Partei Deutschland), que se recusava a apoiar a monarquia, o nazismo ou o comunismo.

O símbolo surgiu no cartaz acima, criado em 1932, que traz a inscrição Gegen Papen, Hilter, Thälmann: Contra Papen (chanceler de esquerda que governou a então República de Weimar em 1932 e lutou contra os nazistas, mas se aliou a eles assim que Hitler tomou o poder) Hitler (com o bigodinho mais mal feito da história da humanidade) e Thälmann, (líder do partido comunista da época).

Nas Antifa´s, o símbolo é resignificado, variando de acordo com as lutas locais. Em Curitiba, as três setas siginificam: Contra a Homofobia, o Machismo e o Neonazismo

Faz-me rir, Dellazari

maio 3, 2009

“Esta não é a primeira vez que a polícia se depara com criminosos envolvidos com movimentos violentos e discriminatórios. Mais uma vez tudo foi investigado com muito profissionalismo para mostrar para estes grupos que não existe impunidade para ações torpes como as que eles apregoam” , Fernando Delazari Secretário de (falta de) Segurança Pública do Paraná.

A declaração do excelentíssimo senhor secretário figura as páginas dos jornais desse feriado, quando foi deflagrada a operação para prender os possíveis assassinos de um casal de estudantes, no final de semana retrasada, em Quatro Barras. Mais tarde foi descoberto a ligação dos dois com grupos neonazistas de Curitiba e que o crime foi motivado por disputas internas do grupo, durante uma festa em comemoração ao aniversário de Hitler.

Ora, perguntamos ao excelentíssimo secretário, se o estado do Paraná combate com tanto vigor os grupos de intolerância, como tal festa se realizou? Como este grupo se reuniu, trocou material, fez todo e qualquer tipo de apologia ao ódio sem nenhuma intervenção ou precaução da brava polícia do estado do pinhão? Como ainda, senhor secretário, um casal de neonazistas acaba sendo assassinado com uma pistola 9mm registrada na Argentina, logo aqui na sua terra que tanto combate a intolerância?

A mídia só cumpre o seu papel pelego ao relatar as baboseiras que as autoridades (in)competentes repetem nesse tipo de situação oportunista, onde um homicídio leva a um grupo de neonazistas.

É importante ressaltar que um dos presos, Jairo Fischer, já responde processo na justiça desde 2005, acusado de trazer para Curitiba os adesivos racistas colados na cidade na época e, mesmo assim, conseguiu escapar do rigoroso controle da polícia do Paraná e ajudar a estruturar uma rede internacional neonazista, às fuças do senhor Delazari!

Um combate efetivo ou, no mínimo uma demonstração de preocupação e trabalho, por parte da SESP, incluiria um disque denúncia para crimes de racismo, uma delegacia especializada em crimes de intolerância e um destacamento especializado neste tipo de investigação. Enquanto estes oportunistas se vangloriam de ações não feitas, nós estamos nas ruas correndo riscos, sem a cobertura da mídia e sem o conhecimento da população, enganada por incompetentes.

Enquanto esperaremos uma solução do Estado, este age em proveito próprio de uma determinada parcela da população, em consideração à sua influência política e econômica.

Façamos de Curitiba uma cidade limpa de fascistas e de calhordas políticos!
Fascismo em Curitiba, NÃO PASSARÁ!

Saímos do esgoto!

abril 20, 2009

Depois de algum tempo de organização e fortalecimento da nossa luta, saímos do anonimato e tomamos as ruas.

Agregados ao “Movimento de Combate à Intolerância — Por uma Curitiba livre de racismo,homofobia, machismo, facismo e todas as formas de intolerância”, nosso bloco negro foi à rua mostrar que o fascismo em Curitiba não passará mais despercebid. Dissemos Basta!

Na quarta-feira, 15, cerca de 300 pessoas marcharam da Reitoria pelo centro da cidade até o Ministério Público Federal, onde foi entregue uma denúncia pedindo: A entrada da Polícia Federal nas investigações de grupos neonazistas articulados em Curitiba; a criação de um disque-denúncia para crimes de intolerância e a celeridade no processo de 2005, que deve condenar 11 skinheads que espalharam adesivos racistas e cometeram outros crimes na cidade naquele ano, mas ainda não foi julgado.

A promotoria nos recebeu em reuniãoo no gabinete, se mostrou extremamente solidária a causa e prometeu dar encaminhamento às reivindicações. O próprio promotor sugerriu marcarmos uma reunião nesta semana com a superintendência da Polícia Federal. Anexo ao ofício, entregamos fotos e IPs de velhos conhecidos nossos.

no CMI: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2009/04/444763.shtml

No sábado, 18, um novo ato. Marchamos pela XV até a Boca Maldita. No meio do caminho fizemos uma pequeno desvio rumo ao Túnel do Rock, local que tem servido de ponto de encontro e distribuição de material neonazista na cidade, mas havíamos combinado que não invadiríamos nem depredaríamos o local, mostramos nossas caras e batemos em retirada. Após o ato, continuamos na Boca Maldita coletando assinaturas para o Projeto de Lei de criação do disque-denúncia

no CMI: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2009/04/445026.shtml

Um a um, todos cairão. Organizados somos fortes!

Fascismo em Curitiba,NÃO PASSARÁ!

Por que estudar o fascismo?

abril 2, 2009

Só conhecendo o inimigo é que saberemos como combatê-lo. Por isso a Antifa Curitiba inicia as atividades do Grupos de Estudos Contra o Facismo e a Intolerância (GECFI) (provável nome, ainda sem apreciação do coletivo), para entender quais são as formas e origens do pensamento fascista e da intolerância na sociedade atual.

A idéia é debater textos e vídeos sobre neonazismo, homofobia e machismo. O Grupo visa a formação política e intelectual dos membros e é aberto a participação de externos. Nos primeiros encontros debateremos sobre o surgimento dos grupos neonazistas na socieade contemporânea.

Os textos selecionados para o primeiro encontro estão disponíveis na pasta da Antifa na copiadora e são:

Carecas do Subúrbio- Caminhos de um nomadismo moderno, de Márcia Regina da Costa (cap4)
Totalitarismo, de William Ebenstein (cap. 9)
Geopolítica do Caos, de Ignácio Ramonet (ainda não sei qual parte :P)

Os interessados em participar das discussões e das reuniões da Antifa devem entrar em contato pelo e-mail antifactba@gmail.com dando um breve resumo de quem é, como ficou sabendo da Antifa e seu interesse em participar conosco dessa luta. Todos são bem-vindos (ok, temos algumas exceções óbvias)

Saudações antifacistas
No Pasarán!

Mais um ataque, até quando fugiremos?

abril 2, 2009

“No dia 23-03, segunda feira às 18h na ciclovia próximo ao Bacacheri, um estudante de Ciências Sociais da UFPR foi agredido por um grupo de 10 homens motivados pela homofobia.

As agressões o levaram ao hospital e exigem uma cirurgia de reconstrução facial. Uma enfermeira se limitou a comentar “Vê se aprende”. Casos como esse se repetem com freqüência Qual a nossa posição? Podemos continuar fazendo de conta que isso não está ocorrendo? Podemos continuar a nos omitir?”

nota enviada pelo Centro Acadêmico de Ciências Sociais – CACS-UFPR

As agressões continuam. A Antifa já iniciou as atividades de contrapropaganda na semana passada, os cartazes já estão disponíveis para download aqui e aqui (formato *.pdf).

Mais notícias em breve.


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