Quem somos e o que queremos

março 6, 2009

Desde o início dos anos 90, grupos de minorias em Curitiba sofrem com as constantes investidas de grupos neonazistas. Muitas vezes escondidos sob rótulos ideológicos, esses grupos utilizam da violência e da repressão para atacar pessoas alternativas aos “padrões” ditados pelasociedade (punks, judeus, emocores, negros, homossexuais e outros). Aliciando jovens à procura de diversão, proteção e reconhecimento, os neonazistas vão se multiplicando em bandos espalhados pelas cidades,

Seus objetivos? Privar as pessoas da liberdade de ser o que são, de se vestirem e pensarem como querem, de expressar e divulgar suas idéias. E o que fazem as autoridades (in)competentes? Nos dizem para não andarmos sozinhos, para não darmos pistas sobre o que acreditamos.

Será esta a melhor estratégia de combate à intolerância? Esconder-se, deixar de ser quem é e ter cuidado com o que se pensa?

A lógica do medo é o alimento da  ideologia fascista, o mecanismo que fomenta ações agressivas e de covardia extrema. E é a falta de uma oposição à essa situação que permite a existência desses grupos, sua liberdade e impunidade.

É chegado o momento de se repensar as posturas e quebrar o silêncio cúmplice da sociedade. A oposição violenta não basta, é preciso realmente compreender que idéias fascistas ainda são constantemente praticadas nas cidades. Elas não se deram apenas na história política do século passado, nas figuras de Mussolini e Hitler (já que o nazismo também é considerado uma forma de fascismo), mas acontecem ainda na sociedade contemporânea, até muito mais próximas do que se possa imaginar.

Somente quando uma maioria identificar e rejeitar as práticas facistas elas perderão força.

A Antifa, organização presente em todo o mundo, parte nessa busca, agrupando jovens para o combate de todas as formas de pensamento totalitário, como o sexismo, o machismo, o racismo e a homofobia, fazendo oposição aos grupos de extrema-direita e educando a sociedade sobre a necessidade de se tomar posição frente à crescente onda de intolerância que vivemos.

Venha somar e ajudar a construir a Antifa Curitiba. Só unidos é que somos fortes.


Combater o facismo: Quem se não nós? Onde, se não aqui? Quando, se não agora?

Princípios da Antifa:

março 6, 2009

1. A Antifa é uma organização fechada e sigilosa. Preza-se pelo sigilo da identidade de seus membros, atividades e projetos, não estando aberta à participação de desconhecidos.

2. Não é aceito nenhum tipo de tolerância com o fascismo e suas práticas autoritárias como o machismo, o nacionalismo e a homofobia.

3. A Antifa é um coletivo, não dando margem às decisões pessoais ou discursos em nome da Antifa sem a aprovação de todos.

4. A violência é um instrumento e não um fim.

5. O fascismo só encontrará seu fim quando toda a comunidade entender o absurdo de suas propostas e rejeitá-lo. É função da Antifa despertar a consciência das pessoas, muni-las de informação e senso crítico.